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02 de outubro de 2026 • Financiamento

Financiamento imobiliário: vale a pena comprar com a Selic em 13,75%?

A taxa Selic, que define o piso dos juros na economia brasileira, está em 13,75% ao ano e permanece nesse patamar pelo segundo mês consecutivo, sem variação. Esse número importa para quem pensa em financiar um imóvel porque os bancos costumam usar a Selic como referência na hora de calcular os juros do crédito habitacional. Na prática, juros mais altos significam parcelas mais pesadas e um custo total do imóvel significativamente maior ao longo dos anos.

Para quem sonha com a casa própria, o cenário exige atenção redobrada. Um financiamento de 30 anos contratado em um momento de juros elevados pode comprometer uma fatia considerável da renda familiar por décadas. Por outro lado, especialistas em finanças pessoais lembram que o aluguel também representa um custo contínuo sem retorno patrimonial, e que esperar pela queda dos juros é uma aposta no futuro que nem sempre se confirma no prazo esperado.

A boa notícia é que existem linhas de crédito com regras próprias, como as do Sistema Financeiro de Habitação (SFH), que têm teto de juros definido em lei e utilizam recursos do FGTS, podendo oferecer condições mais acessíveis do que o crédito livre. Antes de assinar qualquer contrato, vale simular o financiamento em mais de um banco, comparar o Custo Efetivo Total (CET) — que inclui todos os encargos, não só os juros — e avaliar com honestidade o orçamento familiar para os próximos anos.

Qualquer que seja a decisão, reduzir custos ao longo do processo faz diferença. Negociar diretamente com o proprietário, como propõe o Proprietário Certo, elimina a comissão de intermediários — uma economia que pode, inclusive, aumentar o valor da entrada e melhorar as condições do financiamento.